Sábado, 16 de Maio, 2026

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RDC pretende importar mais de 2 mil megawatts de energia a partir de Angola

O Presidente da República de Angola, João Lourenço, recebeu em audiência o ministro dos Recursos Hídricos e Electricidade da República Democrática do Congo, Molendo Sakombi, que anunciou a intenção do seu país de construir linhas de transporte de energia eléctrica a partir de Angola.

Segundo Molendo Sakombi, o projecto prevê a construção de duas grandes linhas internacionais de transmissão eléctrica, numa extensão superior a 1.400 quilómetros, com o objectivo de permitir à RDC importar energia produzida em Angola.

A primeira linha deverá partir da província angolana de Malanje em direcção ao território congolês, passando pela localidade fronteiriça de Dilolo, enquanto a segunda ligação deverá sair da cidade do Soyo até ao Complexo Hidroeléctrico de Inga.

De acordo com o governante congolês, a RDC pretende adquirir mais de 2.000 megawatts de energia eléctrica angolana para responder às necessidades crescentes da população e das empresas, numa altura em que o complexo hidroeléctrico de Inga ainda não consegue operar em pleno.

“Nós queremos comprar energia a partir de Angola para beneficiar as nossas populações e empresas”, afirmou Molendo Sakombi após o encontro com João Lourenço.

O responsável congolês sublinhou igualmente que o projecto deverá impulsionar as economias dos dois países e fortalecer a integração energética regional na África Central e Austral. O investimento previsto poderá atingir centenas de milhões de dólares.

Segundo informações divulgadas pela imprensa angolana, João Lourenço manifestou apoio político à iniciativa, devendo os estudos técnicos avançar nos próximos meses, após a apresentação formal do projecto ao Presidente da RDC, Félix Tshisekedi. A expectativa é que a primeira linha possa ficar concluída dentro de cerca de 18 meses.

O projecto insere-se numa estratégia mais ampla de cooperação energética entre Angola e RDC, num contexto em que Angola procura afirmar-se como exportador regional de energia eléctrica, apoiando-se em grandes infra-estruturas hidroeléctricas como Barragem de Laúca, Barragem de Caculo Cabaça e Barragem de Capanda.

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