A economia da Coreia do Norte está a dar sinais de recuperação, num contexto de reforço dos laços de Pyongyang com a Rússia e a China, segundo um relatório do Ministério da Unificação sul-coreano divulgado hoje.

Uma planificação rígida e elevados gastos militares têm travado o crescimento do país, sujeito a pesadas sanções internacionais destinadas a conter o seu programa nuclear.
A China continua a ser o principal apoio económico de Pyongyang, que também tem estreitado relações com Moscovo desde o início da invasão russa da Ucrânia, em 2022.
Segundo o relatório, estes vínculos estão a melhorar as perspetivas económicas do país, que parece ter “ultrapassado um período de contração” e “entrado numa fase de recuperação progressiva”.
A companhia Air China retomou em março os voos diretos entre Pequim e Pyongyang, após seis anos de suspensão, tendo também sido restabelecidas as ligações ferroviárias diárias.
Segundo vários analistas, a Coreia do Norte estará a receber apoio económico e tecnológico da Rússia em troca do envio de tropas para o conflito na Ucrânia.
Paralelamente, Pyongyang prossegue os seus programas nuclear e balístico, ignorando as pressões internacionais.
O país não divulga dados oficiais sobre o produto interno bruto, mas Seul estima que o PIB nominal tenha atingido cerca de 30 mil milhões de dólares (cerca de 28 mil milhões de euros) em 2024.
Em fevereiro, o líder norte-coreano, Kim Jong Un, comprometeu-se a melhorar o nível de vida da população, afirmando que o país superou as “piores dificuldades” dos últimos cinco anos e entrou numa fase de “otimismo e confiança no futuro”.
Lusa

