A Casa Branca prevê que o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, estará presente nas próximas conversações entre o seu país e o Irão, inicialmente previstas para a próxima sexta-feira no Paquistão, segundo avançou a cadeia televisiva CNN.

Os responsáveis citados pela CNN esperam que o encontro tenha lugar em Islamabade e que, além de Vance, o diálogo seja também liderado pelo enviado especial para o Médio Oriente, Steve Witkoff, e pelo genro do presidente norte-americano, Jared Kushner.
Witkoff e Kushner têm protagonizado, no último ano, várias rondas de diálogo com Teerão (a mais recente a 27 de fevereiro, um dia antes de os EUA e Israel iniciarem ataques contra o Irão), sendo que esta seria a primeira vez que o vice-presidente norte-americano se envolve diretamente neste tipo de negociações.
Vance encontra-se atualmente em visita à Hungria, e as fontes citadas pela CNN indicaram que poderá viajar daí para o Paquistão.
A notícia surge horas após o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado um cessar-fogo bilateral e de ter adiado por mais duas semanas o prazo dado a Teerão para reabrir o Estreito de Ormuz.
A Guarda Revolucionária limitou o tráfego no estreito, por onde passa uma parte significativa dos hidrocarbonetos exportados a nível global, e Trump tinha ameaçado atacar centrais elétricas e outras infraestruturas iranianas caso Teerão não aceitasse reabrir a via hoje às 20:00 em Washington (01:00 em Lisboa).
Contudo, uma hora e meia antes do prazo, o líder republicano adiou o ataque e afirmou que tal se deveu à mediação de Islamabade e à condição de Teerão garantir “a abertura completa, imediata e segura” de Ormuz.
Pouco depois, o Governo iraniano afirmou que vai assegurar a navegação segura naquele corredor marítimo durante as próximas duas semanas e que as conversações com Washington terão início na sexta-feira, 10 de abril, em Islamabad.
O Irão apresentou aos EUA um plano de 10 pontos que Trump considerou representar um avanço rumo a um acordo definitivo, incluindo o cessar dos ataques dos EUA e de Israel contra o Irão e os aliados da república islâmica na região, a passagem “coordenada” pelo Estreito de Ormuz com o Exército iraniano e a retirada das tropas norte-americanas de toda a região.
Lusa

