O Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA) manifestou repúdio pela presença de militantes da UNITA trajados com indumentária de características militares, durante uma actividade partidária realizada no dia 29 de Março de 2026, no município do Sumbe, província do Cuanza-Sul.
Em nota tornada pública, o órgão militar afirma ter tomado conhecimento de que, no decurso da actividade política, foi observada a presença de um grupo de militantes exibindo roupas semelhantes às usadas pelas Forças Armadas Angolanas, situação que considera preocupante.
Perante os factos, o Estado-Maior General das FAA lamenta e condena veementemente a atitude, considerando que a mesma constitui uma violação da Lei n.º 22/10, de 3 de Dezembro, que regula o funcionamento dos partidos políticos em Angola e proíbe expressamente a utilização de uniformes ou estruturas de carácter militar ou paramilitar em actividades partidárias.
A instituição militar sublinha que o respeito por esta legislação é essencial para preservar a separação entre as estruturas militares do Estado e as organizações políticas, princípio considerado fundamental para a estabilidade democrática e institucional do país.
Na mesma comunicação, o Estado-Maior General insta o Partido UNITA a abster-se de práticas semelhantes no futuro, apelando ao cumprimento rigoroso da legislação vigente que regula a actividade partidária.
As Forças Armadas Angolanas reiteram ainda o seu compromisso com a defesa da paz, da unidade e da reconciliação nacional, valores que, segundo a instituição, foram conquistados com grande sacrifício pelo povo angolano e devem continuar a ser preservados por todos os actores políticos e sociais.
Fonte: RNA

