A União Europeia vai apoiar Angola com um financiamento de 30 milhões de euros destinado ao desenvolvimento da Economia Azul, com foco nos sectores das pescas e da economia marinha.

O projecto, de carácter sustentável e estratégico, visa não apenas a diversificação da economia nacional, mas também a criação de empregos, com especial atenção para os jovens e as mulheres.
A iniciativa tem como objectivo fortalecer o sector das pescas, promovendo o aumento da produção marinha de forma sustentável, bem como reforçar a resiliência dos pescadores artesanais e semi-industriais.
De acordo com os responsáveis, os pescadores de pequena escala representam cerca de 40% do pescado a nível mundial, o que reforça a importância de investir neste segmento para garantir segurança alimentar e crescimento económico.
O projecto será implementado ao longo de quatro anos por quatro parceiros, incluindo agências de desenvolvimento de países da chamada Equipa Europa — nomeadamente França, Portugal e Espanha — bem como a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
Entre os principais eixos de intervenção estão a criação de emprego, o desenvolvimento sustentável da economia azul e o reforço do sector da pesca artesanal, com impacto directo nas comunidades costeiras.
A iniciativa pretende ainda promover a gestão sustentável dos recursos marinhos, através do apoio às comunidades de pescadores e agricultores, incentivando a adopção de técnicas modernas e práticas que preservem o ecossistema marinho.
Os ganhos esperados não se limitam ao plano económico, abrangendo também benefícios sociais significativos, sobretudo para as comunidades dependentes da pesca artesanal.
Até 2030, prevê-se que os resultados da iniciativa sejam visíveis, contribuindo para uma economia mais diversificada, inclusiva e sustentável em Angola.

