O Presidente dos EUA, Donald Trump, admitiu na sexta-feira (20) uma ação militar limitada contra o Irão como tática de pressão para chegar a um acordo com Teerão que contenha o seu programa nuclear.

“Penso que posso dizer que estou a considerar isso”, disse, questionado pelos jornalistas na Casa Branca sobre um possível ataque de menor escala em território iraniano, onde os EUA mantêm uma presença militar significativa.
Na quinta-feira, Trump deu um prazo de 10 dias para a situação no Irão “se esclarecer”, depois de ter mantido, esta semana, conversas indiretas sobre o programa nuclear, e instou Teerão a “chegar a um acordo significativo” para evitar que “coisas más aconteçam”.
Teerão e Washington realizaram várias rondas de negociações em Omã e na Suíça, mas as tensões têm aumentado, sobretudo depois de os EUA terem ordenado um aumento da presença militar no Médio Oriente.
O Presidente norte-americano, que inicialmente ameaçou com intervenção militar devido à repressão dos recentes protestos no Irão, mudou posteriormente o foco dos seus alertas para o programa nuclear iraniano, que as autoridades iranianas afirmam ser exclusivamente para fins pacíficos.
O Irão informou, entretanto, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que responderá “de forma decisiva” em caso de ataque, apontando as bases dos EUA na região como alvos legítimos.
Pouco depois, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ameaçou o Irão com uma resposta brutal caso Teerão ataque Israel.
“Se os ‘ayatollahs’ cometerem o erro de nos atacar, enfrentarão uma resposta que nem sequer conseguem imaginar”, declarou Netanyahu, numa alocução televisiva proferida durante uma cerimónia militar.
“Estamos preparados para qualquer cenário”, disse o primeiro-ministro israelita.
Lusa

