Quinta-feira, 12 de Março, 2026

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BNA prevê recuperação de 1,1% da actividade petrolífera após período de queda

O Banco Nacional de Angola (BNA) perspectiva uma recuperação da actividade petrolífera na ordem de 1,1%, após um período marcado pela redução da produção de crude, sobretudo devido ao declínio natural de campos maduros e à desaceleração do investimento no sector.

A previsão foi avançada pelo governador do BNA, Manuel Tiago Dias, que acredita num cenário de retoma gradual da produção petrolífera, num contexto de maior estabilidade macroeconómica e de reforço das políticas de estímulo ao investimento no sector energético.

Segundo o responsável, a recuperação do petróleo insere-se numa projecção mais ampla de crescimento da economia angolana, que deverá beneficiar tanto do contributo do sector petrolífero como do dinamismo registado nas actividades não petrolíferas, como a agricultura, a indústria transformadora, o comércio e os serviços.

Nos últimos anos, a produção petrolífera angolana tem registado uma tendência descendente, influenciada pelo envelhecimento dos campos de exploração, pela redução do número de novos projectos e por constrangimentos financeiros enfrentados pelas operadoras. Esta situação teve impacto directo nas receitas do Estado, numa economia ainda fortemente dependente do petróleo.

Apesar disso, o governador do BNA considera que o cenário poderá inverter-se, sustentado pela entrada em operação de novos projectos, pela recuperação gradual dos níveis de investimento e pela adopção de medidas destinadas a tornar o sector mais atractivo para os investidores estrangeiros.

Manuel Tiago Dias sublinha ainda que a recuperação do petróleo, embora modesta, poderá contribuir para o reforço das reservas externas, a melhoria da balança de pagamentos e a consolidação da estabilidade cambial, factores considerados essenciais para o crescimento sustentável da economia angolana.

O BNA mantém, entretanto, a aposta na diversificação económica como pilar estratégico para reduzir a vulnerabilidade do país às oscilações do mercado internacional do petróleo, defendendo um modelo de crescimento mais equilibrado e resiliente a médio e longo prazos.

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