Domingo, 31 de Maio, 2026

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TAAG abre inquérito interno após denúncia de assédio sexual em voo entre Luanda e São Paulo

A companhia aérea TAAG – Linhas Aéreas de Angola anunciou, esta quinta-feira, 7 de Agosto, a abertura de um inquérito interno para apurar uma alegada situação de assédio sexual envolvendo membros da sua tripulação durante um voo recente entre Luanda e São Paulo.

TAAG abre inquérito interno após denúncia de assédio sexual em voo entre Luanda e São Paulo

Através de um comunicado, a transportadora aérea nacional confirmou que teve conhecimento do incidente e activou de imediato os seus procedimentos internos para uma investigação “rigorosa e célere” dos factos, em conformidade com os regulamentos internos.

“Reiteramos que a TAAG mantém um compromisso absoluto com a segurança, o respeito e a dignidade de todos os passageiros e colaboradores, não tolerando qualquer conduta inadequada”, referiu a companhia, que garantiu estar a colaborar com as autoridades competentes.

A denúncia veio a público através de um vídeo divulgado na rede social TikTok, na página oficial da cadeia de televisão brasileira Globo. No vídeo, Taíssa Batista, uma cidadã brasileira de 30 anos que trabalha como personal trainer, afirma ter sido vítima de assédio e importunação sexual por parte de comissários de bordo da TAAG durante o voo realizado no dia 3 de Agosto.

Segundo o seu testemunho, a viagem de regresso ao Brasil aconteceu após uma temporada de intercâmbio na África do Sul, tendo feito escala em Luanda. O episódio terá ocorrido durante a madrugada, quando a passageira se dirigiu à casa de banho traseira da aeronave.

“As luzes estavam baixas e as pessoas dormiam. A equipa de comissários estava perto do banheiro do fundo. Eram três homens e uma mulher”, contou Taíssa, citada pela Globo.

Ainda de acordo com o relato, ao sair da casa de banho, um dos comissários de bordo elogiou-a dizendo que era muito bonita, e perguntou se era casada. Após a resposta afirmativa, o funcionário terá insinuado que “era uma pena, porque o marido teria que partilhar a mulher”.

Taíssa relatou ainda ter ficado “intimidada e com medo” e questionou, no vídeo, como é possível que numa companhia onde o passageiro devia sentir-se seguro, sejam os próprios funcionários a fazer este tipo de insinuações.

A TAAG, por sua vez, sublinhou que prestará novas informações assim que o processo de apuramento dos factos o permitir.

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