Edifício com mais de 60 anos apresenta degradação acelerada de elementos estruturais e é considerado um risco para a segurança pública

O conhecido Prédio do Tijolo, localizado na zona da Maianga, em Luanda, será demolido nos próximos tempos devido ao avançado estado de degradação em que se encontra.
A decisão resulta de uma avaliação realizada por uma comissão que integrou representantes dos Ministérios das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, da Administração do Território e do Governo Provincial de Luanda.
Segundo as autoridades, o edifício, cuja construção não chegou a ser concluída, encontra-se há décadas exposto às intempéries, apresentando uma degradação acelerada de vários elementos estruturais, incluindo lajes e armaduras.
Com mais de 60 anos, o imóvel encontra-se actualmente em estado de abandono e, segundo a avaliação das autoridades, representa um risco para a segurança pública.
“Estamos a olhar para a questão da segurança, que é demolirmos aquele edifício, sob pena de que amanhã podemos ter aqui uma catástrofe”, explicou um responsável durante a visita ao local.
Após a demolição, o espaço deverá ser entregue ao Governo Provincial de Luanda, que posteriormente decidirá sobre a sua utilização. As autoridades ainda não avançaram, contudo, com informações sobre o futuro destino da área.
mais de 200 edifícios degradados em Luanda
A situação do Prédio do Tijolo enquadra-se num problema mais amplo identificado pelas autoridades na capital.
Existem actualmente mais de 200 edifícios catalogados em Luanda em elevado estado de degradação ou abandono, segundo os dados apresentados durante a visita.
O Governo Provincial de Luanda afirma ter publicado vários editais destinados a localizar os proprietários de edifícios e terrenos abandonados. Até ao momento, porém, nenhum dos proprietários abrangidos pelos editais terá comparecido para se manifestar.
Com o fim do período de moratória concedido ao Estado e, em particular, ao Governo Provincial de Luanda, as autoridades afirmam que vão avançar para a fase de execução com base na legislação em vigor.
outro edifício preocupa autoridades na Ingombota
A comissão visitou igualmente um edifício situado no Largo Lucrécia Paim, na Ingombota, também considerado problemático devido ao seu estado de abandono.
Neste caso, a situação é diferente da registada no Prédio do Tijolo, mas as autoridades identificaram como prioridade o problema do escoamento das águas acumuladas nas imediações do imóvel.
Está previsto o início, a qualquer momento, de trabalhos destinados à eliminação dessas águas, enquanto prosseguem os estudos para determinar se o edifício deverá ser demolido ou reabilitado.
As autoridades recordaram ainda situações semelhantes registadas noutras províncias, citando os casos do edifício da FAPA, no Huambo, e do Hotel Cuito, no Bié.
Apesar de ainda não existir uma decisão definitiva sobre todos os imóveis identificados, no caso do Prédio do Tijolo a orientação é clara: o edifício será demolido nos próximos tempos por razões de segurança.

