Os rebeldes huthis iemenitas atacaram hoje uma refinaria da Aramco, no sudoeste da Arábia Saudita e junto à fronteira com o Iémen, no segundo ataque contra este complexo em apenas quatro dias, disse fonte militar.

Os huthis “atacaram uma refinaria da Aramco na região de Jizan com dois drones, conseguindo um ataque preciso”, afirmou uma fonte militar à agência de notícias iemenita controlada pelos rebeldes pró-Irão, a Saba.
“Este ataque surge em resposta à violação do espaço aéreo e da soberania iemenita por parte do inimigo saudita”, disse a mesma fonte não identificada, acrescentando que os rebeldes vão continuar a “responder com firmeza a qualquer violação da soberania do país ou agressão contra o Iémen”.
Até ao momento, a Arábia Saudita não reagiu a esta informação.
No domingo passado, os huthis reivindicaram um ataque contra a mesma refinaria, que processa cerca de 400.000 barris de petróleo bruto por dia e produz produtos refinados, como gasolina e gasóleo.
Esta ação ocorre num contexto de escalada entre os huthis e a Arábia Saudita, país que interveio militarmente no Iémen em 2015 em apoio ao Governo internacionalmente reconhecido contra os rebeldes, que assumiram o controlo da capital e, posteriormente, se expandiram por grande parte do norte do Iémen.
A escalada teve início no final do mês passado, quando os rebeldes xiitas anunciaram um bloqueio marítimo contra a navegação saudita no Mar Vermelho, alegando que a medida constituía uma retaliação às restrições impostas nas zonas controladas pelos insurgentes iemenitas.
Desde então, os rebeldes têm lançado ataques com mísseis e drones contra navios mercantes no mar Vermelho e em território saudita, incluindo instalações petrolíferas.
Riade, por seu lado, respondeu com ataques da coligação que lidera contra algumas zonas controladas pelos huthis e anunciou, além disso, uma coligação marítima multinacional destinada a proteger a navegação no mar Vermelho e no estreito de Bab al-Mandeb.
O enviado especial da ONU para o Iémen, Hans Grundberg, insistiu perante o Conselho de Segurança que o país enfrenta atualmente o maior risco de viver um conflito em grande escala desde a trégua acordada em 2022.
Lusa

