O exército norte-americano anunciou a morte de um terceiro militar no ataque de sexta-feira contra uma base na Jordânia, elevando para 18 o número de militares dos EUA mortos desde o início da guerra.

Após o ataque, o Comando Central dos EUA anunciou duas mortes e um militar desaparecido. No dia seguinte, informou que tinham sido encontrados restos mortais não identificados e que decorria um processo de verificação, agora concluído.
Na segunda-feira, o Pentágono identificou o tenente Tyler James Feehan, 25 anos, do Havai, e a recruta Isabella Gonzales, 19 anos, do Texas, como as outras duas vítimas mortais na Jordânia, confirmando agora a morte do sargento Angel S. Rampersad, 28 anos, de Nova Iorque.
Os três soldados foram atingidos por mísseis balísticos e drones iranianos, tornando-se as primeiras baixas diretas provocadas por fogo iraniano desde os dias iniciais do conflito, e as primeiras baixas norte-americanas registadas desde a quebra do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, há quase duas semanas.
Pelo menos 18 militares norte-americanos morreram desde que os Estados Unidos e Israel lançaram, a 28 de fevereiro, uma ofensiva contra o Irão, que ripostou com ataques contra bases norte-americanas no Médio Oriente.
O exército norte-americano lançou esta madrugada o 11.º ataque noturno contra o Irão, numa nova vaga de bombardeamentos que se soma à escalada de violência no Médio Oriente e que tem ofuscado os esforços diplomáticos do Paquistão para salvar o acordo de cessar-fogo interino, entretanto violado.
Teerão afirma que os bombardeamentos norte-americanos das últimas três semanas causaram pelo menos 50 mortos e mais de 500 feridos.
Antes da nova série de bombardeamentos, o ministro do Interior iraniano, Eskandar Momeni, deslocou-se ao Paquistão, mediador chave no conflito, para tentar relançar a diplomacia.
Contudo, permanece incerto que um novo entendimento possa ser alcançado para pôr fim à guerra, que se transformou numa disputa pelo controlo do estreito de Ormuz, vital para o abastecimento energético mundial.
Ao falar na Casa Branca, Trump afirmou que os EUA não têm “interesse em encontros” com Teerão e sugeriu que forças norte-americanas poderão em breve atacar uma área próxima de um dos principais locais de enriquecimento de urânio do Irão.
Com as negociações paralisadas e o tráfego marítimo no estreito bloqueado, os dois lados têm procurado ganhar vantagem atingindo infraestruturas civis de que dependem milhões de pessoas.
Na terça-feira, os EUA continuaram os bombardeamentos e o Irão atacou um petroleiro no estreito, obrigando a tripulação a abandonar o navio. A escalada fez subir os preços da energia, com o petróleo Brent a ultrapassar os 91 dólares (83 euros) por barril e a gasolina nos EUA atingiu em média quatro dólares (3,6 euros) por galão.
Em 12 de maio, o diretor financeiro do Pentágono (Departamento de Defesa), Jules Hurst, anunciou que, até há data, a guerra contra o Irão tinha custado 29 mil milhões de dólares (24,7 mil milhões de euros) aos Estados Unidos.
Lusa

