Terça-feira, 21 de Julho, 2026

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Trump ameaça fazer Irão pagar por cada soldado norte-americano morto

O Presidente norte-americano ameaçou hoje fazer o Irão pagar o preço por cada soldado morto, na sequência da morte de soldados norte-americanos em ataques iranianos nos últimos dias no Médio Oriente.

“Sempre que o Irão matar um soldado norte-americano, pagará o preço várias vezes”, escreveu Donald Trump na sua rede Truth Social, afirmando ter transmitido esta instrução aos responsáveis militares, nomeadamente ao secretário da Defesa, Pete Hegseth, ao chefe do Estado-Maior Conjunto, Daniel Caine, e a toda a cúpula militar norte-americana.

Dois soldados norte-americanos morreram este fim de semana num ataque iraniano contra uma base militar na Jordânia e outro morreu no Iraque durante a detonação de um explosivo iraniano.

Estas são as primeiras baixas norte-americanas registadas desde a quebra do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, há quase duas semanas.

Pelo menos 17 militares norte-americanos morreram desde que os Estados Unidos e Israel lançaram, a 28 de fevereiro, uma ofensiva contra o Irão, que ripostou com ataques contra bases norte-americanas no Médio Oriente.

O líder republicano garantiu também numa outra publicação na mesma rede social que o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, não será detido nos Estados Unidos, dois dias após as declarações do presidente da Câmara de Nova Iorque, Zohran Mamdani, que referiu essa possibilidade

“Benjamin Netanyahu não será detido, sob qualquer forma que seja, enquanto se encontrar nos Estados Unidos”, escreveu Trump, elogiando o papel do líder israelita na guerra contra o Irão.

O democrata Zohran Mamdani afirmou numa entrevista publicada no sábado pelo New York Times que estava a discutir a possibilidade legal de deter o primeiro-ministro israelita durante a Assembleia-geral da ONU em setembro, considerando que Netanyahu “tem o seu lugar em Haia”.

No entanto, Mamdani indicou não ter a certeza se tem autoridade para prender um líder estrangeiro como Benjamin Netanyahu, referindo que está a manter “discussões ativas” com as autoridades de Nova Iorque sobre o assunto.

“O que quer que a lei me permita fazer em Nova Iorque é o que faremos”, acrescentou.

Netanyahu, por sua vez, acusou Zohran Mamdani de apoiar o movimento islamita palestiniano Hamas, declarando: “Penso que, no fundo, ele odeia os Estados Unidos”.

O TPI, sediado em Haia, emitiu mandados de detenção contra Benjamin Netanyahu por crimes de guerra e contra a humanidade na Faixa de Gaza, no âmbito da ofensiva israelita lançada em retaliação ao ataque do Hamas de 07 de outubro de 2023.   

Lusa

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