João Lourenço defende maior disciplina financeira nas reformas da União Africana

O Presidente da República de Angola, João Lourenço, apelou esta terça-feira à necessidade de maior coerência entre as ambições institucionais da União Africana e os recursos financeiros efectivamente disponíveis para o funcionamento da organização continental.
A posição foi manifestada durante a quarta reunião virtual do Comité Ad Hoc de Chefes de Estado e de Governo sobre as Reformas Institucionais da União Africana, convocada pelo Presidente do Quénia, William Ruto, na qualidade de Campeão da União Africana para as Reformas Institucionais.
O encontro serviu para avaliar o progresso das reformas em curso na União Africana, com foco no fortalecimento da eficiência administrativa, sustentabilidade financeira e racionalização das estruturas da organização.
Na sua intervenção, João Lourenço reconheceu os avanços já alcançados, sobretudo no domínio da auditoria de competências e da melhoria dos mecanismos administrativos, mas alertou para os desafios estruturais que ainda persistem.
Segundo o Chefe de Estado angolano, existe um “desfasamento” entre a expansão dos mandatos aprovados pela organização e a real capacidade financeira e operacional disponível para garantir a implementação sustentável dessas decisões.
O Presidente angolano defendeu que os recursos da União Africana devem ser prioritariamente canalizados para áreas consideradas centrais, como paz e segurança, integração continental e desenvolvimento económico e social.
“Uma organização excessivamente dispersa, com estruturas em contínua expansão, corre o risco de comprometer a eficácia das suas próprias reformas”, afirmou.
João Lourenço sublinhou igualmente a necessidade de reavaliar estruturas e mecanismos cuja operacionalização não corresponda às prioridades essenciais nem às capacidades financeiras da organização.
Outro dos pontos centrais abordados pelo estadista angolano foi a dependência financeira da União Africana em relação a parceiros externos. Segundo João Lourenço, parte substancial dos programas continentais continua dependente de financiamento internacional, enquanto as contribuições dos Estados-membros cobrem essencialmente despesas administrativas.
Para o Presidente angolano, esta realidade pode afectar a autonomia estratégica da organização continental e influenciar a definição das prioridades africanas.
Neste contexto, Angola defendeu o reforço dos mecanismos africanos de financiamento sustentável e maior disciplina orçamental no funcionamento da União Africana.
João Lourenço destacou ainda a importância do trabalho em curso no âmbito do Comité dos 15 Ministros das Finanças, bem como a preparação da futura sessão extraordinária conjunta dos ministros dos Negócios Estrangeiros e das Finanças da organização.
A reunião contou igualmente com a participação do Presidente em exercício da União Africana, Évariste Ndayishimiye, e do Presidente da Comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf.
O debate decorreu no mesmo dia em que se assinalaram os 63 anos da criação da antiga Organização da Unidade Africana, organização que antecedeu a actual União Africana.
Palavras-chave: João Lourenço, União Africana, reformas institucionais, William Ruto, África, financiamento sustentável, Angola, integração africana, F15, disciplina orçamental, Organização da Unidade Africana, Burundi, QuéniaO Presidente da República de Angola, João Lourenço, apelou esta quarta-feira à necessidade de maior coerência entre as ambições institucionais da União Africana e os recursos financeiros efectivamente disponíveis para o funcionamento da organização continental.
A posição foi manifestada durante a quarta reunião virtual do Comité Ad Hoc de Chefes de Estado e de Governo sobre as Reformas Institucionais da União Africana, convocada pelo Presidente do Quénia, William Ruto, na qualidade de Campeão da União Africana para as Reformas Institucionais.
O encontro serviu para avaliar o progresso das reformas em curso na União Africana, com foco no fortalecimento da eficiência administrativa, sustentabilidade financeira e racionalização das estruturas da organização.
Na sua intervenção, João Lourenço reconheceu os avanços já alcançados, sobretudo no domínio da auditoria de competências e da melhoria dos mecanismos administrativos, mas alertou para os desafios estruturais que ainda persistem.
Segundo o Chefe de Estado angolano, existe um “desfasamento” entre a expansão dos mandatos aprovados pela organização e a real capacidade financeira e operacional disponível para garantir a implementação sustentável dessas decisões.
O Presidente angolano defendeu que os recursos da União Africana devem ser prioritariamente canalizados para áreas consideradas centrais, como paz e segurança, integração continental e desenvolvimento económico e social.
“Uma organização excessivamente dispersa, com estruturas em contínua expansão, corre o risco de comprometer a eficácia das suas próprias reformas”, afirmou.
João Lourenço sublinhou igualmente a necessidade de reavaliar estruturas e mecanismos cuja operacionalização não corresponda às prioridades essenciais nem às capacidades financeiras da organização.
Outro dos pontos centrais abordados pelo estadista angolano foi a dependência financeira da União Africana em relação a parceiros externos. Segundo João Lourenço, parte substancial dos programas continentais continua dependente de financiamento internacional, enquanto as contribuições dos Estados-membros cobrem essencialmente despesas administrativas.
Para o Presidente angolano, esta realidade pode afectar a autonomia estratégica da organização continental e influenciar a definição das prioridades africanas.
Neste contexto, Angola defendeu o reforço dos mecanismos africanos de financiamento sustentável e maior disciplina orçamental no funcionamento da União Africana.
João Lourenço destacou ainda a importância do trabalho em curso no âmbito do Comité dos 15 Ministros das Finanças, bem como a preparação da futura sessão extraordinária conjunta dos ministros dos Negócios Estrangeiros e das Finanças da organização.
A reunião contou igualmente com a participação do Presidente em exercício da União Africana, Évariste Ndayishimiye, e do Presidente da Comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf.
O debate decorreu no mesmo dia em que se assinalaram os 63 anos da criação da antiga Organização da Unidade Africana, organização que antecedeu a actual União Africana.

