A taxa de cobertura nacional de energia eléctrica em Angola poderá atingir os 50 por cento até ao próximo ano, segundo previsões avançadas, esta terça-feira, pelo secretário de Estado para a Energia, num momento em que o país acelera investimentos estruturantes no sector energético.

Actualmente, a cobertura eléctrica nacional situa-se nos 48 por cento, um indicador que o Executivo considera ainda insuficiente face ao potencial energético do país e às necessidades da população.
Durante uma acção formativa promovida pela Associação de Reguladores de Energia dos Países de Língua Oficial Portuguesa, enquadrada no programa de cooperação entre a União Europeia e Angola, o secretário de Estado para a Energia, Arlindo Carlos, destacou os avanços alcançados no processo de interligação do Sistema Eléctrico Nacional.
Segundo o governante, as províncias da Huíla e do Namibe já estão ligadas à produção energética proveniente da região Norte do país, sobretudo da cascata do Médio Kwanza, que integra importantes infra-estruturas hidroeléctricas como Barragem de Capanda, Barragem de Laúca e Barragem de Cambambe.
O responsável explicou igualmente que estão em curso projectos para expandir a rede eléctrica ao Leste do país, com destaque para a interligação entre Malanje e Saurimo, assim como a ligação entre Dundo, Saurimo, Cameia e Luena, num projecto que deverá constituir o chamado “backbone eléctrico” da região Leste.
Além da expansão interna, Angola pretende também integrar-se nos mercados energéticos regionais africanos. De acordo com Arlindo Carlos, o próximo desafio consiste em ligar a rede nacional à Southern African Power Pool e ao sistema energético da África Central, permitindo ao país exportar energia eléctrica para diferentes mercados do continente.
O governante defendeu que a electricidade deve tornar-se igualmente uma importante fonte de receitas para a economia angolana, contribuindo para o crescimento do Produto Interno Bruto.
Angola acolhe nos dias 28 e 29 deste mês a Conferência Internacional de Energia e Águas, evento que deverá reunir especialistas, investidores e representantes governamentais para debater os desafios e oportunidades do sector energético nacional e regional.

