Angola exportou 17 milhões de quilates de diamantes, em 2025, ao valor bruto de 1,6 mil milhões de dólares (1,3 mil milhões de euros), avançou hoje o secretário de Estado para os Recursos Minerais.

Jânio Correa Víctor, que abriu hoje a reunião de balanço da produção, comercialização e exportação de diamantes em 2025 e as perspetivas para este ano, disse que os Emirados Árabes Unidos, com 78,6%, e a Bélgica, com 19,9%, foram os principais destinos das exportações.
O governante angolano sublinhou que o volume de diamantes comercializado em 2025 registou um aumento de cerca de 70% relativamente ao ano anterior, ao passo que o valor bruto arrecadado cresceu aproximadamente 6,7%.
Segundo Jânio Correa Victor, em 2025 a produção diamantífera atingiu 15,19 milhões de quilates, um aumento de 8% comparativamente ao ano anterior, superando a meta inicial estabelecida no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2023-2027, fixada em 15,13 milhões de quilates, bem como a meta revista de 14,8 milhões de quilates.
O secretário de Estado para os Recursos Minerais destacou que o segmento diamantífero nacional se mantém sólido e estruturante para a economia angolana.
“Estes resultados refletem, por um lado, a capacidade produtiva do setor e, por outro, a sua competitividade nos principais mercados internacionais, marcados por um ambiente de preços pressionados, sendo que o aumento do volume tem sido a estratégia para compensar a redução dos preços no mercado global”, frisou.
Para o período em curso, acrescentou Jânio Correa Victor, antevê-se uma evolução gradual no sentido da estabilização do mercado, ainda condicionada por fatores externos, mas já com sinais de reequilíbrio, sustentados por uma maior disciplina na oferta e por uma procura mais seletiva.
Jânio Correa Victor realçou que o contexto internacional do mercado de diamantes continua exigente e em transformação, caracterizado por uma procura global mais contida, pela crescente concorrência dos diamantes sintéticos e por ajustamentos estruturais ao longo da cadeia de valor.
“Não obstante esta conjuntura, Angola tem demonstrado um desempenho encorajador, afirmando-se como um ator relevante, resiliente e cada vez mais credível no panorama global”, vincou.
Sobre o papel social do setor, o governante angolano disse que continua o empenho na promoção de iniciativas que concorrem para a redução das assimetrias sociais e para a melhoria do bem-estar das populações, tanto nas zonas extrativas como noutras regiões do país.
Lusa

