Os aeroportos africanos movimentaram mais de 274 milhões de passageiros em 2025, um crescimento de cerca de 9,6 por cento em relação ao ano anterior, segundo dados apresentados durante a 75.ª Conferência da Airports Council International (ACI) África, que decorre em Luanda com a participação de representantes de mais de 30 países.

Ao intervir na abertura do encontro, o ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, destacou que o desenvolvimento das infra-estruturas de transporte é fundamental para reforçar a conectividade africana e dinamizar o comércio no continente.
O governante sublinhou que o Executivo angolano tem vindo a acelerar investimentos estruturantes nas áreas da mobilidade, logística e conectividade, consideradas determinantes para a integração regional e para o crescimento económico.
Neste contexto, referiu o reforço da rede de infra-estruturas aeroportuárias em Angola, destacando o novo Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto, bem como projectos aeroportuários em execução nas províncias de Cabinda e do Zaire, além do lançamento da construção dos aeroportos de Mavinga e Cazombo.
Segundo José de Lima Massano, quando estes projectos estiverem concluídos, será possível ligar por via aérea as capitais das províncias do país, reforçando a mobilidade interna e o desenvolvimento económico regional.
O governante salientou ainda que o sector da aviação civil tem registado progressos significativos, com melhorias na certificação e modernização das infra-estruturas, bem como no reforço da supervisão da segurança aérea e na presença de Angola em organismos internacionais do sector.
Também o ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, defendeu a necessidade de acelerar a integração do mercado africano da aviação, sublinhando que cerca de 80 por cento do tráfego aéreo com origem ou destino em África continua a ser extracontinental.
Segundo o governante, esta realidade faz com que, em muitos casos, viagens entre capitais africanas exijam escalas fora do continente, o que aumenta os custos e reduz a eficiência económica.
Por essa razão, destacou a importância da implementação efectiva do Mercado Único Africano de Transporte Aéreo, considerado essencial para promover maior conectividade, competitividade e crescimento sustentável no sector.
Apesar da recuperação registada após a pandemia da Covid-19, o tráfego aéreo africano representa apenas cerca de 2,6 por cento do total mundial. As projecções indicam, contudo, que até 2054 o número de passageiros no continente poderá atingir cerca de 754 milhões, impulsionado pelo crescimento das economias emergentes.

