Angola aprovou 866 licenças de construção de edifícios em 2025, uma queda de 47% face às 1.633 do ano anterior, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) hoje divulgados.

O recuo surge depois de ter sido registado em 2024 o valor mais elevado dos últimos cinco anos, período coberto pelo Inquérito sobre Licenças Aprovadas para Construção de Edifícios (ILACE).
As novas construções representaram 96,54% das 866 licenças aprovadas, contabilizando-se apenas 19 licenças para renovações e 11 para alterações, com habitação e comércio a dominar o destino das obras.
A habitação familiar foi o principal destino das licenças aprovadas, com 721 licenças (83,26% do total), seguindo-se o comércio com 97 licenças (11,20%).
As igrejas receberam 1,85% das licenças, os parques de estacionamento ou garagens 1,39% e as escolas ou colégios privados 1,27%.
Hotéis e restaurantes, escritórios e hospitais ou clínicas somaram percentagens abaixo de 0,5% cada.
As licenças foram emitidas maioritariamente para pessoas singulares num total de 810 licenças (93,53% do total).
As empresas privadas ficaram em segundo lugar com 26 licenças, seguidas das cooperativas de habitação com 13 e do Governo com sete, o mesmo que as instituições sem fins lucrativos.
Apesar de menos licenças, a área bruta total licenciada cresceu para 1.392.789 metros quadrados, face a 1.157.952 em 2024, sugerindo uma tendência para obras de maior dimensão.
Em área bruta, a habitação familiar correspondeu a 788.661 metros quadrados (56,62% do total) e as pessoas singulares concentraram 896.407 metros quadr
ados, ou seja, 64,36% do total.
A província do Cuanza Sul liderou em número de licenças, com 264 (30,48% do total), seguindo-se o Zaire com 101 (11,66%) e Luanda com 75 (8,66%).
Em termos de área bruta licenciada, foi Benguela que liderou com 366.592 metros quadrados (26,32%), seguida de Malanje com 240.780 metros quadrados (17,29%), Luanda com 156.594 metros quadrados (11,24%) e Cuanza Sul com 156.006 metros quadrados (11,20%).
Lusa

