Sábado, 14 de Fevereiro, 2026

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Trump diz manter conversações com Cuba e acredita em acordo

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo que iniciou conversações com as autoridades de Cuba e mostrou-se confiante de que essas negociações poderão resultar num acordo, num contexto de crescente pressão de Washington sobre a ilha.

As declarações surgem após a detenção do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, capturado a 3 de Janeiro durante uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos na Venezuela. Desde então, Trump passou a intensificar as ameaças dirigidas às autoridades comunistas cubanas.

“Estamos a conversar com o povo de Cuba, com os mais altos responsáveis do país”, declarou Trump à imprensa, na sua residência na Florida. “Vamos ver o que acontece, mas acredito que chegaremos a um acordo com Cuba”, acrescentou.

O chefe de Estado norte-americano afirmou ainda que Cuba atravessa uma situação económica crítica, agravada pelo fim do apoio venezuelano. “Cuba é uma nação falida. Sempre foi assim, mas agora já não tem a Venezuela para a apoiar”, disse.

Na semana passada, Trump assinou um decreto que prevê a imposição de tarifas a países que forneçam petróleo a Havana, justificando a medida com o argumento de que a ilha representa uma “ameaça excepcional”. O fornecimento de petróleo venezuelano a Cuba já havia sido anteriormente interrompido por Washington.

O Governo cubano reagiu acusando Trump de tentar “asfixiar” a população, que enfrenta frequentes apagões eléctricos e escassez de combustível nos postos de abastecimento.

Paralelamente, o encarregado de negócios dos Estados Unidos em Cuba desde 2024, Mike Hammer, afirmou ter sido alvo de insultos durante uma visita, neste fim de semana, à província de Trinidad, no centro do país. Segundo Hammer, os insultos partiram de pessoas ligadas a um determinado partido político, que, no seu entender, “não representam o povo cubano”.

Num comunicado divulgado na rede social X, o Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado norte-americano apelou às autoridades cubanas para que “cessem imediatamente os actos repressivos destinados a interferir no trabalho diplomático” do representante dos EUA.

Vídeos divulgados nas redes sociais, cuja autenticidade não foi verificada de forma independente, mostram um grupo de pessoas a gritar palavras como “assassino” e “abaixo o bloqueio”, em referência ao embargo dos Estados Unidos, em frente a um hotel na cidade de Camagüey, onde Mike Hammer se encontrava hospedado.

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