A consultora internacional Oxford Economics estima que Angola produza, em média, 1,14 milhões de barris de petróleo por dia ao longo deste ano, sinalizando uma ligeira recuperação do sector após um período marcado por quedas consecutivas na produção.

De acordo com a análise da consultora, a previsão representa uma revisão em alta face a estimativas anteriores e reflecte a expectativa de maior estabilidade operacional nos campos petrolíferos, bem como a entrada gradual em produção de novos projectos destinados a compensar o declínio natural dos campos maduros.
Nos últimos anos, a produção petrolífera angolana tem sido pressionada pela redução do investimento, pelo envelhecimento das infra-estruturas e pelo esgotamento progressivo de vários campos, factores que colocaram a média diária abaixo das metas inicialmente definidas pelo Executivo. Ainda assim, a Oxford Economics considera que o cenário para este ano aponta para uma ligeira inversão dessa tendência.
A consultora sublinha que o desempenho do sector petrolífero continua a ser determinante para a economia angolana, uma vez que o petróleo permanece como a principal fonte de receitas fiscais, exportações e entrada de divisas no país. A estabilização da produção poderá, por isso, contribuir para uma maior previsibilidade orçamental e para o equilíbrio das contas externas.
Apesar do optimismo moderado, a Oxford Economics alerta que a sustentabilidade da produção dependerá da capacidade de Angola atrair novos investimentos, acelerar projectos de exploração e produção e manter um ambiente regulatório favorável às operadoras internacionais.
A previsão surge num contexto em que o Governo angolano tem reiterado a necessidade de revitalizar o sector petrolífero, ao mesmo tempo que aposta na diversificação da economia, com vista a reduzir a dependência do crude a médio e longo prazos.

