O presidente da Rússia, Vladimir Putin, sugeriu esta sexta-feira (28) a criação de uma “administração transitória” na Ucrânia, sob a tutela da ONU, para organizar eleições presidenciais “democráticas” e, posteriormente, negociar um acordo de paz com as novas autoridades de Kiev.

A proposta surge num contexto de esforços diplomáticos dos Estados Unidos para encerrar o conflito que já dura mais de três anos. Durante uma visita a Murmansk, Putin afirmou ainda que as suas tropas “têm a iniciativa” em toda a frente de batalha e garantiu que a Rússia está determinada a “acabar” com o Exército ucraniano.
As declarações ocorrem após reuniões diplomáticas entre delegações dos EUA, Rússia e Ucrânia na Arábia Saudita. Washington anunciou um acordo para conter as hostilidades no Mar Negro, mas Moscovo impôs condições, como o fim das sanções ocidentais.
Entretanto, os aliados europeus de Kiev, reunidos na quinta-feira em Paris, rejeitaram o levantamento das sanções contra a Rússia e discutiram possíveis “garantias” de segurança para a Ucrânia, sem chegar a um consenso sobre o envio de tropas de manutenção da paz.
O cenário internacional também é influenciado pela possibilidade de Donald Trump regressar à Casa Branca, o que pode levar a uma mudança na política dos EUA, favorecendo condições mais benéficas para a Rússia numa eventual negociação de paz.
AFP