O ex-diretor do Gabinete de Estudos Planeamento e Estatísticas (GEPE), do governo provincial da Huíla, António Ngongo e dois empresários, começaram a ser julgados esta terça-feira (27), na cidade do Lubango.
Sobre os arguidos pesam as acusações de peculato e associação criminosa e o desvio de 480 milhões de kwanzas aos cofres do Estado.
Segundo a acusação do Ministério Público, os envolvidos montaram um esquema para desviar dinheiro público através de pagamentos irregulares a empresas que prestavam serviços de fiscalização e outras atividades. As investigações apontam para uma série de irregularidades nas contratações e nos pagamentos realizados, levantando suspeitas sobre a existência de uma organização criminosa.
Durante a audiência, foram ouvidos diversos testemunhas, incluindo ex-gestores públicos que tiveram acesso a informações relevantes para o caso. A Procuradoria Geral da República (PGR) sustenta que as provas colhidas até o momento são contundentes e indicam a existência de fortes indícios de crimes financeiros.
O julgamento promete ser longo e complexo, com a expectativa de que novas revelações venham à tona.
