Sábado, 18 de Abril, 2026

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Chefe de Estado anuncia ligação de  Cabinda a rede eléctrica nacional

O Presidente da República, João Lourenço, anunciou, esta terça-feira,  em Dallas (EUA), que a província de Cabinda será a 11ª a estar interligada à rede nacional de energia.

Chefe de Estado anuncia ligação de  Cabinda a rede eléctrica nacional

Falando no Diálogo de Alto Nível sobre Crescimento Sustentável e o Futuro Energético de África,  inserido na 16ª Cimeira Empresarial EUA-África, disse que desta forma Cabinda deixará de depender de combustíveis fósseis para produzir energia eléctrica.

Para o estadista, esta é mais uma demonstração de que contribuição de Angola para a transição energética  já está a acontecer e, com algum sucesso, vai reduzindo a emissão de carbono para a atmosfera no processo de produção de energia eléctrica.

Notou que, 74 por cento da energia produzida em Angola  já é de fonte não dependente  de combustíveis  fósseis,  dominando  a produção de energia a partir de fontes  hidroeléctricas, seguidas das  fotovoltaicas.

Neste sentido, informou aos presentes que o país possui  três barragens hidroeléctricas e está a construir a maior delas que é a de Caculo Cabaça.

Actualmente, afirmou o Presidente João Lourenço, o volume de produção  está acima dos seis mil megawatts e o desafio, embora o país  continua preocupado em aumentar a produção, é fazer chegar esta energia a grande parte dos consumidores angolanos, através das linhas de transporte.

Lembrou que das  dezoitos províncias do país, apenas 10 estão ligadas na rede nacional.

João Lourenço referiu que o outro desafio passa pela necessidade de contribuir com esta produção energética na redução do défice deste produto na região austral do continente.

Por isso, deu a conhecer que Angola está a trabalhar com o sector privado e instituições de crédito  para financiarem a linha de transportação  de energia que vai ligar a rede da SADC, a partir da localidade Rua Caná, na Namíbia, com cerca de 400 quilómetros de extensão.

Está igualmente a convidar os investidores privados a investir numa linha  de cerca de 1300 quilómetros  para levar energia da Bacia do Kwanza para os países vizinhos como Zâmbia e a RDC, bem como para o  Corredor do Lobito.

O Chefe de Estado angolano figura entre as entidades governamentais de África convidadas para a cúpula, que vai discutir, durante quatro dias, soluções para impulsionar a cooperação comercial entre norte-americanos e africanos.

A cimeira é uma iniciativa que visa discutir soluções eficazes para impulsionar parcerias comerciais sustentáveis entre os EUA e o continente africano, que se mostra cada vez mais estratégico e prioritário na política externa da Administração norte-americana.

O objectivo principal do encontro  é possibilitar que os líderes africanos contactem, de forma directa, os decisores de Governos e do sector privado, a fim de se impulsionar parcerias empresariais sustentáveis entre os EUA e os africanos.

A organização da cimeira prevê levar à mesa temas de importância capital para o fortalecimento de parcerias empresariais mutuamente vantajosas, com particular destaque para o sector do agronegócio.

Espera-se que os países africanos estabeleçam pontes e parcerias para darem maior consistência aos
seus projectos de desenvolvimento, atraindo investidores dos EUA para os campos agrícolas, um dos principais motores de crescimento das economias do continente.

A 16.ª Cimeira Empresarial EUA-África servirá para aprofundar a questão das opções de financiamento disponíveis, por meio do Governo dos EUA e de investidores institucionais, assim como de bancos norte-americanos e africanos.

Angop

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