Domingo, 22 de Fevereiro, 2026

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Executivo reitera compromisso com melhoria das condições dos tribunais

 O Presidente da República, João Lourenço, afirmou, esta sexta-feira, em Luanda, que o Executivo continua empenhado em implementar e concluir os projectos em curso para a reabilitação e apetrechamento dos tribunais, para melhorar as condições de trabalho dos oficiais de justiça e de acomodação dos cidadãos que procuram os seus serviços.

Executivo reitera compromisso com melhoria das condições dos tribunais

Ao intervir no acto solene de abertura do ano judicial 2024, João Lourenço referiu que a contínua melhoria das condições de funcionamento dos tribunais contribuirá na diminuição da morosidade processual e permitirá um acesso mais próximo à justiça por parte dos cidadãos.

“Este compromisso do Executivo de implementar tribunais com instalações condignas por todo o país visa fundamentalmente aproximar a justiça aos cidadãos, assegurando  que as populações não tenham de percorrer grandes distâncias para que seja garantida a tutela jurisdicional efectiva dos seus direitos”, salientou.

De acordo com o Chefe de Estado, o Governo está, de igual modo, empenhado em expandir os Centros Integrados de Atendimento à Criança e ao Adolescente (CIACA), por todo o país, para garantir a protecção da criança e do adolescente que estiver em situação de conflito com a lei ou em contacto com o sistema de justiça.

Lembrou que Angola é um Estado Democrático de Direito que tem como fundamentos o primado da Constituição e da lei, a separação de poderes e a interdependência de funções.

Neste sentido, disse, aos tribunais, enquanto órgãos de soberania, compete administrar a justiça em nome do povo, devendo estar devidamente organizados, com os homens e mulheres necessários e os meios adequados ao exercício das suas funções.

Segundo o estadista angolano, com as Cortes dos Tribunais completas e os 176 juízes de garantias em funções fica a garantia de uma tutela mais célere e eficaz dos direitos dos cidadãos.

Estão também em pleno funcionamento os tribunais da Relação de Luanda, Benguela e Huíla, integrados por 70 juízes desembargadores, perspectivando-se, para breve, a abertura dos Tribunais da Relação do Uíge e de Saurimo que vão permitir desafogar o Tribunal da Relação de Luanda.

Ao nível das comarcas, o país conta com 38 tribunais, tendo sido inaugurados no ano de 2023 os Tribunais de Comarca de Camacupa, na província do Bié, e o de Quilengues, na província da Huíla, bem como o Tribunal de Comarca de Viana em Luanda, mais recentemente.

Por outro lado, informou que o Instituto Nacional de Estudos Judiciários (INEJ) formou no período correspondente a 2022/2023 um total de 364 magistrados, dos quais 183 judiciais e 181 do Ministério Público, que irão reforçar a dinâmica de actuação que se pretende por parte de ambas magistraturas.

“Este instituto, que está a passar igualmente por uma reforma na sua concepção, deve servir não apenas para formar e admitir magistrados nas respectivas carreiras, mas (também) para formar continuamente os magistrados e operadores do direito nas mais diversas matérias, contribuindo para o crescimento intelectual e profissional permanente dos juízes, dos procuradores, dos oficiais de justiça e dos demais profissionais”, acrescentou

Angop

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