Sábado, 11 de Abril, 2026

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Mulher de ‘Man Gena’ acusa hospital pela morte da filha

Num vídeo publicado este domingo (09) no Youtube e posto a circular nas redes sociais, a mulher do cidadão angolano Gerson Emanuel Quintas, conhecido como “Man Gena”, que se encontra sob custódia com a família em Moçambique por denunciar o alegado envolvimento de altas autoridades angolanas no narcotráfico, acusa o Hospital Central de Maputo (HCM) de matar a bebé recém-nascida do casal.

A filha do denunciante angolano morreu a 7 de abril, dois dias após a sua mãe, que também está sob custódia das autoridades, dar à luz no HCM. No vídeo, Clemência Suzete Vumi responsabiliza os médicos pela morte da bebé recém-nascida.

“Nos dias em que estive no hospital, ia sempre ao berçário e a bebé estava bem, reagia bem à medicação”, conta. Já depois de ter recebido alta e de ter ido a casa, enquanto a bebé estava na incubadora, “supostamente, eles dizem que a minha bebé teve ataques cardíacos, fez duas paradas cardíacas. Tiveram que reanimá-la, sangrou pela boca. Reanimaram a primeira vez, não conseguiram reanimar a segunda vez, e a bebé faleceu”.

“Vocês esperaram eu sair do hospital para matarem a minha bebé”, acusa Clemência Vumi.

Citado pelo jornal O País, Agostinho Daniel, diretor do Departamento de Ginecologista e Obstetrícia do Hospital Central de Maputo, rejeita as acusações. O responsável garante que “tudo foi feito seguindo os protocolos clínicos” para salvar a bebé e a mãe, que entrou no hospital “com uma complicação obstétrica, que afetava uma gravidez ainda prematura”.

Apelo à UNITA

No mesmo vídeo, Clemência Vumi afirma que pediu ajuda ao líder do maior partido da oposição angolana, a União Nacional para Independência Total de Angola (UNITA), por temer pela vida: “Pedi ao senhor Adalberto Costa Júnior, à bancada da UNITA, para me virem socorrer aqui em Moçambique, porque eu estava a ser maltratada, o plano deles era eliminar-me”.

Na semana passada, um grupo de deputados da UNITA disse em conferência de imprensa que Man Gena “teme por envenenamento alimentar”.

“A esposa, em estado de gestação, denuncia ter-lhe sido negada a assistência médica há mais de um mês”, afirmou Olívio Quilumbo, que chefiou uma delegação parlamentar da UNITA, que visitou Maputo, entre os dias 21 e 26 de março.

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