Terça-feira, 26 de Maio, 2026

O seu direito à informação, sem compromissos

Pesquisar

PM de Cabo Verde aponta “consequências dramáticas” também em África

O primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses correia e Silva, apontou hoje “consequências dramáticas” provocadas pela invasão da Ucrânia pela Rússia, não só no país europeu, como também em África.

“Faz hoje um ano que o mundo assistiu, com estupefação, à invasão militar da Ucrânia pela Federação Russa. Sendo defensor da paz e segurança internacionais, da integridade territorial dos países, e antevendo as crises que esta guerra iria espoletar, o Governo que lidero condenou firmemente esse ato de agressão, praticado em flagrante violação da Carta das Nações Unidas e do Direito Internacional”, afirmou Ulisses Correia e Silva, numa mensagem divulgada hoje.

O chefe do Governo acrescentou que os “reflexos nefastos dessa agressão ilegal estão à vista de todos e atingem o mundo inteiro”, com “consequências dramáticas em perdas de vidas humanas, aumento do custo de vários alimentos e dos combustíveis e, especialmente em África, a diminuição de projetos internacionais que se destinavam a assegurar a retoma da economia, no contexto pós-pandémico”.

“Atingindo também o nosso país, duramente afetado por outros choques externos, enquanto Pequeno Estado Insular em Desenvolvimento”, apontou.

“Nesta ocasião de triste memória, reitero o apelo à comunidade internacional para que se empenhe, com urgência, na procura de uma paz abrangente, justa e duradoura, à luz do Direito Internacional, e que contribua para o reforço da paz e da segurança internacionais”, escreveu Ulisses Correia e Silva.

A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e mais de oito milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Neste momento, pelo menos 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento. Pelo menos 8.006 civis morreram e 13.287 ficaram feridos nos últimos 12 meses na Ucrânia, de acordo com o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. No entanto, esses são apenas os casos verificados pela ONU, estimando-se que o número real seja maior.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

Lusa

×
×

Cart