O FMI anunciou hoje uma ajuda de emergência de 80 milhões de dólares (74,5 milhões de euros) para o Burkina Faso, para ajudar a enfrentar uma crise alimentar que se agravou desde o início da invasão russa da Ucrânia.

A verba libertada “visa apoiar as medidas destinadas a fornecer ajuda de emergência a famílias em situação de insegurança alimentar aguda”, disse Martin Schindler, chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) que visitou o Burkina Faso de 31 de janeiro a 08 de fevereiro.
Tal permitirá, entre outras coisas, assegurar fundos para a distribuição de alimentos e água potável.
“A crise alimentar que já afetava o país piorou de facto após a guerra na Ucrânia e requer ajuda humanitária e orçamental imediata”, acrescentou Schindler.
O FMI especifica que 2,6 milhões de pessoas se encontram em situação de insegurança alimentar aguda e que, na ausência de medidas de assistência, poderão ser afetadas 3,5 milhões de pessoas, ou seja, 16% da população, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, no acrónimo em inglês).
O financiamento de 80 milhões de dólares corresponde a 60 milhões de Direitos Especiais de Saque (DES), unidade de conta do FMI baseada num cabaz das cinco principais divisas internacionais.
Para se tornar efetiva, falta apenas a aprovação por parte do conselho de administração do FMI.
A ajuda é obtida por intermédio da rubrica “choques alimentares” do FMI, como parte da sua linha de crédito rápido.
Iniciada no final de setembro e com a duração de um ano, esta rubrica deverá permitir aos Estados que a solicitem o acesso rápido a financiamentos de emergência em caso de insegurança alimentar aguda, choques inesperados na importação de cereais ou aumento brutal de preços.
Lusa

