Sábado, 28 de Março, 2026

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Governo estará já a preparar o funeral de José Eduardo dos Santos

As autoridades angolanas estarão já a preparar o funeral de José Eduardo dos Santos, que se encontra em coma induzido depois de ter-lhe sido constatado lesões cerebrais irreversíveis.

Esta informação foi avançado pelo correspondente do Jornal português Expresso em Angola, Gustavo Costa.

Segundo ainda o jornalista, num áudio difundido pelo Canal de Televisão SIC, “muito dificilmente, as filhas de José Eduardo dos Santos aceitarão que o funeral seja em Luanda, e o Estado em contrapartida, pretenderá que seja obviamente em Angola”, disse Gustavo Costa.

“A família terá sempre a decisão, mas no seio da família haverá divisão entre os filhos e a esposa”, afirmou.

Por sua vez, o Presidente da República, João Lourenço, classificou hoje a situação de saúde de José Eduardo dos Santos como sendo preocupante.

“Podemos dizer que a situação é preocupante. Só as equipas médicas e que poderão dar mais informações”, afirmou.

O ministro das Relações Exteriores, Teté António, partiu na manhã de hoje para Barcelona para acompanhar de perto a situação de saúde de José Eduardo dos Santos.

José Eduardo dos Santos está internado numa clínica em Barcelona e encontra-se em coma. Na segunda-feira, foram realizados exames de tomografia que detetaram graves lesões isquémicas no cérebro. As lesões detetadas são praticamente irreversível.

Contudo, Tchizé dos Santos, filha do antigo Presidente, afirma num áudio posto a circular nas redes sociais, sob a forma de recado, que o estado de saúde do seu pai é estável.

“Para quem anda a fazer os preparativos para o funeral do presidente emérito do MPLA, José Eduardo dos Santos está vivo, com todos os órgãos a funcionar e o seu estado de saúde é estável”, disse.

Acusou ainda o médico João Afonso, que acompanha o ex-presidente há vários anos e com quem entrou em rota de colisão, de “andar a plantar” informações na comunicação social para preparar a opinião pública para a morte do antigo presidente, enquanto “tentam convencer a família” que deve autorizar os médicos a desligar as máquinas.

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