Terça-feira, 19 de Maio, 2026

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Reservas de Catoca abaixo dos 14 anos úteis de produção

A Sociedade Mineira de Catoca (SMC) regista, neste momento, um tempo de vida útil de produção abaixo dos 14 anos de exploração, para exploração e extracção de mineiros, afirmou, na cidade de Saurimo, na província da Lunda Sul, o seu Presidente do Conselho de Gerência, Benedito Manuel.

 “A nossa mina actual tem uma reserva de dez a 14 anos de vida útil, no máximo, estando próximo de atingir a exaustão das reservas aos 600 metros de profundidade, daí a necessidade de se encontrar outra forma de mineirar, para Catoca não parar dentro deste período de tempo”, adiantou.

Segundo o também director-geral de Catoca para perpetuar a vida da empresa, naturalmente aumentando as reservas, devem ser feitas “um conjunto de actividades”, desde a prospecção de horizontes mais profundos abaixo dos 600 metros, operação suspensa devido à Covidd-19.

“Deixar de fazer este trabalho, está a nos trazer prejuízos, porque hoje já estaríamos em condições de dizer se abaixo dos 600 metros há condições de mineirar, e se a mina vai ser a céu aberto, subterrânea ou teremos de ir a outras concessões a procura de reservas”, expressou, o gestor angolano.

Para contrapor a situação, Catoca tem buscado experiências, interagindo com outros “players” do mundo, no sentido de procurar aí monitorar e ver se há elementos, sobretudo do ponto de vista tecnológico para que se possa aproveitar inovar a empresa, apesar de a indústria mineira não impor inovação permanente.

Benedito Manuel, que falava em conferência de imprensa, sábado, a propósito do estado da empresa mineira, frisou ainda ser necessário viajar para outros países, a fim de interagir com empresas similares para troca de experiência, para que possamos tirar proveito para benefício de Catoca.

Informou que neste momento alguns trabalhos de perfuração de horizontes profundos já foram feitos na Mina de Catoca, além de recolhidas informações sobre outras concessões, mas por decisão da deliberação da Assembleia Geral, as concessões foram devolvidas à Endiama.

“Actualmente, a empresa está concentrada na concessão Catoca. E ainda que não encontrarmos mineiros (Diamantes), vamos voltar a bater a porta à Endiama ou a Agência Nacional de Recursos Minerais, para prospectar em outras geografias”, referiu o responsável.

Angop

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