Segunda-feira, 27 de Abril, 2026

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Chade acusa Exército da República Centro-Africana de matar seis soldados

Militares da República Centro-Africana mataram um soldado chadiano num ataque a um posto no seu território, no domingo (30), e sequestraram e “executaram” outros cinco – denunciou o governo do Chade nesta segunda-feira (31), assegurando que este “crime de guerra” não ficará “impune”.

“As Forças Armadas centro-africanas atacaram, no domingo pela manhã o posto avançado de Sourou, no território chadiano (…), mataram um soldado chadiano, feriram cinco e outros cinco foram sequestrados e posteriormente executados em Mbang, no lado centro-africano da fronteira”, declarou o ministro chadiano das Relações Exteriores, Cherif Mahamat Zene, num comunicado.

Este “crime de guerra de extrema gravidade e este atentado assassino premeditado, planeado e realizado dentro do Chade (…) não podem ficar impunes”, acrescentou Mahamat Zene num comunicado.

Por sua vez, a República Centro-Africana afirmou que o seu exército perseguia rebeldes armados “na fronteira” e lamentou “as perdas de vidas humanas e os feridos nos exércitos chadiano e centro-africano”.

Além disso, reafirmou a sua vontade de fortalecer as relações “entre os dois povos irmãos” e propôs ao Chade “uma missão conjunta de investigação” sobre esses confrontos.

A República Centro-Africana acusa regularmente o seu vizinho do norte de apoiar os grupos rebeldes armados centro-africanos no seu território.

Esses confrontos podem aumentar as tensões entre os líderes de ambos os países, que enfrentam uma rebelião e questões de legitimidade.

No Chade, a junta militar que tomou o poder desde a morte do presidente Idriss Déby Itno, que morreu em abril numa ofensiva contra os rebeldes, nomeou recentemente um governo de transição que é dirigido pelo filho do presidente.

A rebelião centro-africana fracassou em derrubar o presidente Faustin Archange Touadéra, reeleito em 27 de dezembro, e foi derrotada na maior parte do país, especialmente graças à intervenção em massa de centenas de paramilitares russos.

Por sua vez, o Chade, cujo exército se considera o mais poderoso da região, é um país-chave na guerra contra os extremistas islâmicos no Sahel, junto com a França.

AFP

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