A primeira mina de manganês em Angola, localizada, parcialmente, entre as províncias do Cuanza Norte e Malanje (Katota), entra em actividade, em Abril deste ano, anunciou o ministro dos Recursos Minerais, Petróleos e Gás, Diamantino Azevedo.
O governante revelou o facto, sexta-feira, em Luanda, durante o Fórum sobre as “Oportunidades de negócios em Angola no domínio dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás”, destinado aos chefes de missões diplomáticas no país.
“Inauguraremos, no mês de Abril, uma mina de manganês, que está situada parcialmente entre as províncias de Malanje e do Cuanza Norte, fruto do primeiro concurso público de outorga de direito mineiro”, afirmou o titular do sector mineiro em Angola.
O manganês é usado na fabricação de aços especiais, visto que melhora propriedades de forjamento, rigidez e resistência ao desgaste.
Em relação a concursos públicos realizados recentemente, disse que foram já negociadas e cedidas as respectivas licenças para um projecto de fosfato de Cacato, em Cabinda, enquanto outros igualmente para a exploração de fosfato, na província do Zaire, estão em negociação.
Diamantino Azevedo disse estar em curso, de igual modo, conversações para exploração de ferro no Cuanza Norte, além da existem de outros projectos de prospecção de terras raras, nióbio e ouro, numa altura em que empresas australianas prospectam no emblemático projecto de Casinga, na Huila.
“Informem aos empresários de vossos países para que venham investir nos vários segmentos das indústrias mineira, petrolífera e energética”, pediu Diamantino Azevedo aos corpo diplomático.
Prospecção de ouro
O governante informou que, no quadro da prospecção do ouro, em Angola, um grupo de 28 pequenas e médias empresas nacionais, estrangeiras e parceiras, efectuam prospecção de ouro nas províncias de Cabinda, Huambo, Huila e outras regiões do país.
De acordo com ministro dos Recursos Mineiras e Petroleos, já existem dois projectos de exportação de ouro a funcionar, dos quais, um efectuado (prospecção) por especialistas angolanos da Ferrangol.
Diamantino Azevedo referiu existirem ainda várias outras empresas nacionais na prospecção de cobre e lítio.
Como referência de empresas de grande dimensão referiu-se à multinacional mineira Anglo-América, que negociou seis concessões nas províncias do Moxico (cobre, cobalto e prata) e no Cunene (cobre, cobalto, e níquel), cujas projeções mineiras começam no primeiro semestre deste ano de 2021.
Apesar do contexto mundial, Diamantino Azevedo manifestou a sua satisfação com a atitude dos investidores, recordando que a Lei angolana concede sete anos, só para a fase de prospecção de mineiros, que exige tempo, alto risco e elevados investimentos.

