Pelo menos dois mil cidadãos nacionais vão trabalhar na Unidade Industria Têxtil – TEXTANG II, no município do Cazenga, província de Luanda, fábrica entregue oficialmente, quarta-feira, pelo Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE) à empresa IEP.
Nesta primeira fase, a fábrica tem disponíveis 700 postos de trabalho, sendo que nos termos do contrato de exploração o actual proprietário prevê realizar um investimento para alargar a capacidade e acolher dois mil empregados, esclareceu o chefe do Departamento de Privatização do IGAPE, num áudio enviado hoje à Angop.
No tocante aos retornos destas concessões, José Tavares avançou que o Estado vai arrecadar, do ponto de vista financeiro, pela exploração têxtil, uma renda fixa e uma outra variável de acordo com a produção da unidade, que andou quase dois anos inoperante e que retoma actividades em Março.
“Serão ganhos económicos no decorrer da produção têxtil, que vão desde a oferta ao mercado de produtos diversos; ganhos económicos da exportação da produção, bem como empregabilidade e arrecadação de receitas via pagamento de impostos industrial, pela IEP – a nova gestora do empreendimento”, citou.
Quanto à sua linha matriz, o responsável disse que a mesma indústria foi concebida para a produção de tecidos para a confecção de uniformes para Militares, Bombeiros, Polícia Nacional, Serviços de Limpeza e escolares, que a posterior outras empresas poderão também confeccionar.
O responsável informou que para a exploração destas unidades têxteis é necessário o algodão, sendo que, para o efeito, o IGAPE conciliou o concurso de privatização das mesmas com a privatização de empreendimentos agro-pecuário (Fazendas), onde o caderno de encargo prevê tipo de culturas preferenciais.
“Só para referir que na fazenda Quizenga, em Malange, a cultura preferencial é o algodão”, sublinhou, adiantando que neste momento a nova gestora está em fase de recrutamento de pessoal, enquanto prepara investimentos na produção do algodão.
Novo gestor
A IEP – uma empresa angolana que ganhou, em Setembro de 2020, o concurso público de adjudicação é a nova gestora dessa unidade fabril, tendo investido 15 milhões de dólares para o relançamento do mercado do algodão em Angola, segundo o seu presidente do Conselho de Administração, Jorge Amaral.
De acordo com o Jornal de Angola, na sua edição de quinta-feira (dia 4), apesar de estar capacitada para empregar 700 trabalhadores, a Textang II vai inicialmente arrancar com 370 colaboradores, devendo as restantes vagas serem preenchidas à medida que a fábrica for crescendo.
Na cerimónia de entrega das chaves, Divaldo Oliveira, técnico do Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE), informou que, nos termos do acordo bilateral, o IEP vai pagar anualmente ao Estado 845 milhões de Kwanzas, de renda. E findo o contrato de gestão de oito anos, essa empresa poderá comprar a fábrica.

