Quinta-feira, 22 de Fevereiro, 2024

Ensino à distância aprazado para 2021

A ministra da Educação, Luísa Grilo, referiu nesta quinta-feira, em Luanda, que o ensino à distância está aprazado para o próximo ano lectivo, de modo experimental, em algumas escolas da capital do país, desde que reúnam as condições tecnológicas para o efeito.

Estas declarações foram proferidas depois de a governante ter assistido ao lançamento da plataforma digital de ensino à distância “AVITEL”. Segundo disse, a plataforma será de bastante utilidade, uma vez que vai revolucionar a educação em Angola, tendo em conta a era digital.

Face à situação da Internet a nível do país, a ministra afirmou que o programa será implementado, numa primeira fase, em escolas que já oferecem facilidades no acesso a Internet, mas reafirmou que já há um compromisso do Executivo em fazer chegar o sinal de Internet às escolas do segundo ciclo do ensino secundário, de forma gratuita.

No que se refere aos meios informáticos que facilitem o acesso ao ensino à distância por parte dos estudantes, Luísa Grilo disse que o governo vai trabalhar com as indústrias tecnológicas para que os laptops (computador portátil) e smartfones (telefone inteligente) sejam adquiridos a preços mais acessíveis, no sentido de facilitar a obtenção desses meios.

“Para as escolas, estão a ser distribuídos já computadores e criadas salas de informática. Quem não poder aceder na sua casa, poderá fazê-lo na escola ou nos centros comunitários que poderão ser desenvolvidos”, referiu.  

O ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Manuel Homem, lembrou que o Instituto de Telecomunicação tem servido de mola impulsionadora para colocar no mercado quadros formados nas áreas das telecomunicações e das tecnologias de informação.

Dada a contingência do momento causada pela pandemia da Covid-19, o governante referiu que foi possível acelerar a modernização da instituição, no sentido de permitir a contínua interacção com os estudantes e a atender o objectivo de levar o conhecimento.

“Hoje presenciamos uma inovação tecnológica que permite que os alunos do Instituto de Telecomunicações (ITEL) possam ter acesso a aulas de forma virtual, bem como a interacção com a secretaria da escola possa acontecer no mesmo ambiente”, referiu.

Quanto à Internet, Manuel Homem considerou preocupante, referindo que tem vindo a trabalhar para que o país tenha cada vez mais facilitado o acesso a esse serviço.

Acrescentou que actualmente está a ser implementado um programa de banda larga que permitirá melhorar a acessibilidade da Internet no território nacional.

“Naturalmente, hoje Angola está conectada por via dos cabos submarinos, um gerido pela Angola Telecom e outro pela Angola Cables, tendo assegurado a capacidade de interligação nacional”, referiu.

Já o director geral do Instituto de Telecomunicação (ITEL), André Pedro, sublinhou que o programa alberga três serviços essenciais de apoio a instituição e que poderá ser estendido a outras escolas do ensino geral a nível do país, pois aloja uma secretaria electrónica, a plataforma de ensino à distância e o laboratório virtual por animação em 3D em realidade aumentada.

Para o próximo ano, o Instituto de Telecomunicação (ITEL) conta ter duas turmas, uma das quais no modelo online.

Durante a experiência piloto, a instituição teve 210 aulas ministradas online, 114 mil minutos de vídeos assistidos.

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