Sexta-feira, 19 de Abril, 2024

INAMET alerta para cuidados na época de cacimbo

O Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (Inamet) exortou hoje os cidadãos para redobram os cuidados de proteção, sobretudo das crianças, na época de cacimbo, lembrando que o novo coronavírus “tem grande relação com temperaturas baixas”.

“Temos que ter todos a consciência de que temos de agasalhar melhor as crianças, também os adultos devem ter este cuidado com as gripes que nos dias de hoje é uma preocupação muito grande”, afirmou o diretor-geral do Inamet, Domingos Nascimento.

Segundo o responsável, na projeção para a época de cacimbo em Angola, os cuidados devem ser redobrados porque “estudos há que apresentam que o vírus transmissor da covid-19 tem grande relação com as temperaturas baixas, daí as necessárias cautelas”.

A época seca ou de cacimbo em Angola tem início na sexta-feira, e estende-se até 15 de agosto, com as autoridades a projetarem temperaturas baixas entre 5º e 10ºC para a região centro e sul do país.

Para as províncias do litoral e norte, as temperaturas poderão variar entre 12º e 20ºC, de acordo com o Inamet.

Domingos Nascimento recordou que o período de cacimbo é normalmente propenso a determinadas enfermidades, nomeadamente gripes e doenças respiratórias, afirmando que já “decorrem trabalhos junto das autoridades sanitárias para ações de prevenção”.

O diretor-geral do Inamet acrescentou ainda que o período de 15 a 31 de maio é igualmente transitório e, no seu percurso, “ainda poderá haver algum momento de chuva”.

Angola conta já com 45 casos confirmados da covid-19, nomeadamente 29 casos ativos, dois óbitos e 14 recuperados.

O país cumpre a terceira prorrogação do estado do estado de emergência que se estende até 25 de maio.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 297 mil mortos e infetou mais de 4,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 1,5 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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